Poucos hábitos em dermatologia têm evidência tão consistente quanto o uso diário de protetor solar. Ainda assim, é comum ouvir no consultório que o produto só é necessário "quando faz sol" ou em dias de praia. Essa ideia gera uma lacuna de proteção que, ao longo dos anos, tem consequências visíveis na pele.
O que a radiação solar realmente faz com a pele
A luz que chega até a pele carrega diferentes tipos de radiação, e cada uma age de um jeito. A radiação UVB é a principal responsável pelas queimaduras solares e atua diretamente no DNA das células da epiderme, sendo um importante fator de risco para o câncer de pele não melanoma. Já a radiação UVA penetra mais profundamente, atinge a derme e degrada colágeno e elastina de forma silenciosa, sendo uma das grandes responsáveis pelo fotoenvelhecimento: rugas, manchas e perda de firmeza.
O ponto que costuma surpreender é que a radiação UVA atravessa nuvens e vidros com facilidade. Isso significa que, mesmo em dias nublados ou dentro do carro e do escritório, perto de uma janela, a pele continua recebendo exposição. Pesquisas mais recentes também têm evidenciado o papel da luz visível de alta energia no agravamento de manchas em peles com tendência à hiperpigmentação.
Por que o hábito diário faz diferença
O dano solar é cumulativo. Não é um evento isolado que causa uma mancha ou uma ruga. É a soma de pequenas exposições ao longo de décadas. Por isso, o hábito de fotoproteção construído como rotina, e não como resposta pontual a um dia ensolarado, mostra os melhores resultados em estudos de longo prazo, tanto na prevenção de neoplasias cutâneas quanto na manutenção da qualidade da pele.
Fototipo e proteção: por que não existe "não precisa"
Peles de fototipos mais elevados têm maior proteção natural contra queimaduras, mas isso não elimina o risco de fotoenvelhecimento nem de manchas quando expostas ao sol. A recomendação de fotoproteção diária vale para todos os fototipos, ajustando-se a textura, o FPS, o nível de cobertura e a cor do produto às necessidades de cada pele.
Como escolher sem complicar
Não existe um único protetor "ideal". Existe o ideal para a sua rotina e o seu tipo de pele. Peles oleosas costumam se beneficiar de texturas fluidas; peles secas, de formulações mais emolientes; peles sensíveis, de filtros físicos (minerais). O fator de proteção mínimo recomendado para uso diário é FPS 30, mas o mais importante costuma ser a constância, pois o melhor protetor é aquele que a pessoa realmente vai usar todos os dias.
Tem dúvidas sobre qual protetor solar é mais indicado para o seu tipo de pele? Agende uma consulta com os Drs. Felipe e Matheus Mota Soares.
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